Mateus 23:23 Estudo Bíblico – A Verdade Sobre o Dízimo e a Hipocrisia Religiosa

Discipulado Séries Bíblicas

Mateus 23:23 estudo bíblico explicado em detalhes, revelando o contexto histórico, o significado do dízimo bíblico e a denúncia de Jesus contra a hipocrisia dos fariseus. Entenda o texto com profundidade e clareza.

Mateus 23:23 estudo bíblico é um dos textos mais citados quando o assunto é dízimo, justiça e hipocrisia religiosa, mas seu significado original é frequentemente distorcido. Para compreender o que Jesus realmente ensinou, é necessário analisar o contexto histórico, o período do Antigo Pacto e as práticas religiosas da época, especialmente a forma como os fariseus observavam minuciosamente detalhes externos da lei enquanto ignoravam seus princípios mais essenciais, como a misericórdia, a fé e a justiça.

MATEUS 23:23-34

  1. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.
  2. Guias cegos! que coais um mosquito, e engolis um camelo.
  3. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.
  4. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.
  5. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.
  6. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
  1. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,
  2. e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas.
  1. Assim, vós testemunhais contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas.
  2. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.
  3. Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?
  4. Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade;

Meu querido leitor, verdadeiramente o Senhor Jesus Cristo teve sérios debates e questões com os líderes e religiosos da sua época. Não seria diferente hoje, porque o próprio apóstolo Paulo (que inclusive foi um grande apóstolo) se considerava um dos menores apóstolos, um “apóstolo abortivo”, pois que perseguia a igreja de Deus, dizia ele.

Mas ele diz que, os tempos em que nós vivemos são tempos trabalhosos, difíceis. Os homens teriam comichões nos ouvidos, amontoariam para si, doutores, ensinadores, mestres conforme os seus próprios desejos, desviando os ouvidos da verdade, e começando a crer e a ensinar em fábulas (que não existem na bíblia).

Então hoje nós vemos de forma vastamente pregado como se fosse a própria verdade, fábulas da palavra de Deus (ou que dizem que é da palavra de Deus) – e não é da palavra de Deus.

Essa passagem que encontramos em Mateus 23 é muito utilizada pelos defensores do dízimo legalista (em dinheiro). Dizendo “Está vendo! Jesus aprovou o dízimo no Novo Testamento.” Primeiramente, eu quero dizer ao nosso leitor sincero, que deseja conhecer a verdade, que Mateus 23 não é ainda o Novo Testamento.

Você pode ficar admirado com esta minha afirmação, mas eu vou provar (pelas Escrituras) que o capítulo 23 de Mateus (a sua narração, o seu acontecimento) se deu no Antigo Concerto – o Antigo Pacto.

Porque segundo as Escrituras no livro de Hebreus 9, o Antigo Pacto só passou a deixar de ter o seu

valor, ou seja, ele foi vigente até o momento em que o testador consumou o testamento (o Novo Testamento)

pelo seu sangue.

Quando realmente segundo a Bíblia começa o Novo Concerto? O livro de Hebreus 9:15-17 responde a esta pergunta, sobre quando se inicia o Novo Testamento.

HEBREUS 9:15-17

  1. E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
  2. Pois onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do testador.
  3. Porque um testamento não tem torça senão pela morte, visto que nunca tem valor enquanto o testador vive.

Um testamento só passa a vigorar, a ter força de lei quando o testador morre. Uma herança deixada por um pai de família, só pode ser partilhada e tudo aquilo que ele deixou no testamento ter valor quando a pessoa que fez o testamento morre. Correto?

Jesus ainda não tinha morrido, Ele não poderia falar para aqueles fariseus hipócritas que o dízimo não era para ser praticado. É claro que era para ser praticado. O Antigo Pacto ainda estava em vigor. Jesus nasceu debaixo da lei, foi circuncidado ao oitavo dia e viveu sob a lei. Jesus era judeu, e Ele viveu de acordo com a lei.

Vamos encontrar Jesus mandando aquele leproso que Ele curou, oferecer duas pombinhas conforme ordena a lei de Moisés. Isso se encontra no livro de Mateus:

MATEUS 8:1-4

  1. Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam.
  2. E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
  3. Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra.
  4. Disse-lhe então Jesus: Olha, não contes isto a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.

Jesus falou ao leproso para que ele fosse levar a oferta (conforme ordenava a lei de Moisés). A lei de Moisés ordenava que quando um leproso (por causa de sua doença) deveria ser examinado por um sacerdote, e deveria oferecer as pombinhas pela purificação da sua lepra. Jesus manda o leproso cumprir com a lei de Moisés, oferecer as pombinhas.

Estamos vendo na passagem acima, se tudo que Jesus fala é para fazer, então devemos fazer, porque já é Novo Testamento. Então nós deveríamos oferecer pombinhas conforme ordena a lei de Moisés (se alguém for curado de alguma doença no nome de Jesus). Não, é possível uma coisa dessas. Alguém vai dizer “Não. Não posso fazer isso!” Exato. Porque, esta ordenança de oferecer duas pombinhas pela purificação de alguém, é uma ordenança que estava na lei de Moisés.

Esta lei perdurou, vigorou até a morte de Jesus (quando Jesus morreu na cruz, então ela foi ab-rogada, ela passou a ser inútil. Porque o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo, já havia então perecido, e dito “Está consumado.”

No livro de Mateus 23:23, quando Jesus fala para que eles continuassem entregando o dízimo e não pagando, mas dando o dízimo (que era endro, cominho). Você vê que não se trata de dinheiro.

Se existe uma prova de que dízimo não é dinheiro, está no próprio livro de Mateus 23:23, tão usado pelos defensores de dízimo no Novo Testamento. Primeiro, que não é ainda Novo Testamento. Segundo que Jesus não falou que é dinheiro “vós dizimais o endro e o cominho”.

E se alguém vier com a indagação “É, mas naquela época não existia dinheiro.” Mentira. Nós já, vastamente mostramos aqui pelo estudo, em vários lugares das Escrituras, que o dinheiro é uma prática muito antiga. No tempo de Jesus existia dinheiro, existiam pessoas assalariadas (em dinheiro), existiam pessoas que cobravam juros (em dinheiro). Existia todo esse sistema financeiro. Não era moderno, em termos de caixa eletrônico, internet (como é hoje), mas existia um sistema de moeda, de dinheiro. Tanto é, que a moeda que mostraram à Jesus, Jesus falou “quem está cunhado na face desta moeda aqui?” Eles falaram “Essa esfinge é de César”. E então, Jesus falou “Dai, a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus.”

Deus está querendo o seu dinheiro? É isso?!? Quer dizer então, que a sua salvação agora, é comprada ao peso de 10% do seu salário? Eu gostaria de dizer aos nossos leitores que nós não somos contra.

Alguém pode estar pensando “Ah, você é contra as pessoas que ajudam na obra de Deus com dinheiro.” Não somos contra as pessoas ajudarem a obra de Deus, com ofertas em dinheiro. Nós estamos mostrando pela Bíblia, que dízimos (segundo a Bíblia) nunca foi e nunca será dinheiro.

Dízimo (segundo a Bíblia), era um sistema de alimentação, era a herança dos filhos de Levi, ligado a um sacerdócio centralizado em Jerusalém. O dízimo devia ser entregue em Jerusalém, não podia ser entregue em qualquer lugar.

A casa do Tesouro: o local onde se acumulava os bois, as vacas, e todos os alimentos que eram entregues dos dízimos dos filhos de Israel, era em Jerusalém, não podia entregar dízimo em qualquer lugar.

Havia o dízimo trienal, que era um dízimo a cada três anos, que era destinado aos pobres. E esse dízimo

era pago pelos ricos, pelas pessoas que tinham propriedades (fazendas) e que Deus fazia com que a bênção vinha sobre eles, e crescesse o fruto da terra, e crescesse os animais, eles entregavam 10% desse dízimo (das abastança que eles possuíam das bênçãos de Deus).

E quem se beneficiava dos dízimos, eram os pobres. Os levitas eram pobres. “Ah, então aqueles que

estavam sob a liderança do povo de Deus eram pobres.”

Sim, meu leitor. Segundo o sistema bíblico, eles tinham voto de pobreza, eles não podiam ser ricos, eles faziam voto de pobreza e serviam a Deus. Mas eles tinham de tudo o que eles precisavam para comer, para se locomover, existia a taxa no templo, que era ⅕ do ciclo, que era a taxa em dinheiro no templo. Existiam as ofertas em dinheiro para a reforma do templo.

Quer dizer, eles tinham tudo o que era necessário. Mas nada de ostentação, quão diferente dos dias de hoje. Você deve estar falando: “Mas que diferença de hoje…?”

Agora, Jesus fala “Ai de vós fariseus e escribas, hipócritas” A quem esta mensagem foi dirigida? Aos hipócritas, fariseus e escribas.

Por que eles eram hipócritas?

Porque eles eram escrupulosos dizimistas, eles pegavam da hortaliça deles (o endro e o cominho, comida e não dinheiro) e dizimavam aquilo. Mas as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, eles desprezavam, eles passavam por alto.

Então Jesus os chama de “hipócritas”. Hoje não é diferente. Hoje existe sistema de dízimo em muitas organizações que eles medem a fidelidade do crente, pelo crente que entrega 10% do salário dele todo mês devidamente.

Nós vemos quantos casos – eu tenho conhecimento de quantos casos, de dizimistas fiéis que estão em pecado, que estão com problemas sérios de pecado, de transgressão, de injustiça, coisas de adultério, coisas graves. Mas como ele é um dizimista fiel, muitos pastores fazem vista grossa, tem medo de tocar nele, porque vai parar de dar aquele dízimo.

Isso é ser hipócrita!

Essa pessoa, estes líderes estão enquadrados justamente no que Jesus diz: “Hipócritas”. Porque são escrupulosos cobradores de dízimos, porque a fidelidade do crente é medida pelo seu dízimo e faz vista grossa às coisas mais importantes da lei, que é a misericórdia, a justiça.

Então as vezes aquele pobre que tem um bom testemunho, mas ele passou por uma tribulação grande e não conseguiu entregar 10% do salário dele, ele é execrado. As vezes no meio da igreja, as vezes até mesmo o seu nome é posto na listagem do tesoureiro como infiel no dízimo. Ou, para ser escolhido para um cargo de responsabilidade na igreja, as vezes a pessoa tem um bom conhecimento, é uma pessoa amorosa, é uma pessoa usada pelo Espírito Santo. Mas ele é medido, se ele entrega os 10% todo mês devidamente.

Isso criou-se uma doutrina que não é da Bíblia, criou-se uma superstição. Pessoas líderes religiosos que tem coragem de subir ao púlpito e chamar os crentes de ladrões porque deixaram de entregar o dízimo. As vezes nem sabe que alguém está desempregado, com isso não pôde entregar o dízimo.

Ah, não. Nós verificamos.” As vezes não, nem se verifica, injustiça é feita ao execrar o crente em público. Isso é hipocrisia. E muitos deles se dizem “é o apóstolo Paulo, os apóstolos”. Mas, eu digo à vocês, muitos hoje iriam perseguir o apóstolo Paulo, iriam perseguir os apóstolos.

Porque os apóstolos não batizavam na Trindade. Você não encontra nenhum registro de batismo feito pelos apóstolos na Trindade. Eles batizavam em nome de Jesus.

Hoje, se tivesse o apóstolo Paulo e o apóstolo Pedro vivos, eles seriam o objeto de perseguição dos religiosos de hoje, os que se dizem servos de Deus.

Os que se dizem mais santos e praticantes da Bíblia hoje, perseguiriam os apóstolos – eu afirmo: perseguiriam. Porque os apóstolos não iam pregar Trindade. O apóstolo Paulo em 1 Coríntios 8:6, ele faz a confissão de fé, com respeito a divindade. Olha aqui, a confissão de fé do apóstolo Paulo. Ele era unitário, ele não era trinitário.

1 CORÍNTIO 8:6

  1. todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

Então, Jesus é apresentado como Filho de Deus, como Senhor Jesus. Um Senhor que foi constituído por outro Senhor “Disse o Senhor ao meu Senhor: assenta-te a minha direita até que eu ponha todos os inimigos debaixo dos teus pés.” (Salmos 110:1)

Então, Jesus assentou a direita de Deus Pai, e Ele é um Senhor maior do que Ele. “Ora, sem contradição nenhuma” diz o livro de Hebreus 7:7 “O maior abençoa o menor.” Então, a divindade que Jesus tem, a autoridade que Jesus tem, Ele recebeu de alguém maior do que Ele.

Ele até disse para Maria Madalena “não me toque, porque subo para o meu Deus, vosso Deus; meu

Pai, vosso Pai.” (João 20:17) Então, Jesus tem o Pai, como seu próprio Deus.

Em João 17:3, Jesus Cristo mostra o que é o desejo para a vida eterna. Você tem desejo da vida eterna, meu leitor? Você tem no seu coração, arde um desejo de vida eterna?

Neste versículo está resumido o desejo da vida eterna, pelo Senhor Jesus Cristo.

JOÃO 17: 3

  1. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.

A vida eterna está em você reconhecer o Pai, aquele que enviou Jesus Cristo, como o único Deus verdadeiro. O Pai é o Único Deus verdadeiro, isto é vida eterna.

E eu digo a vocês, se hoje os apóstolos estivessem vivos, eles seriam perseguidos primeiramente pelos líderes religiosos de hoje, pelos que se dizem pastores. E hoje, líderes religiosos seriam os primeiros a perseguir em nome de um falso dogma, que hoje é sustentado pela maioria da cristandade, eles perseguiriam os apóstolos e os matariam até mesmo.

Eu já fui muitas vezes ameaçado por pregar contra esse dogma espúrio, contraditório a Bíblia: desse três em um e um em três, você não sabe se é três, se é um, ou se é três. Porque não existe na Bíblia isso, três em um.

Existe aparelho de som que é três em um, isso nós encontramos. Mas, na Bíblia, ela afirma que há um só Deus, este único Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, é o Pai, o seu nome é YHWH. O nome próprio de Deus, apresentado nas Escrituras é YHWH.

Este tetragrama do nome do Poderoso Deus Criador dos céus e da terra YHWH, significa “Eu Sou Existente”, quer dizer “Deus existe por Si mesmo.” E, o verbo está no singular “Eu Sou”. Se Deus fosse uma composição de Trindade, estaria no seu nome “Nós Somos”. Mas, o nome d’Ele é “Eu Sou”. Este nome foi excluído das Escrituras. Ele foi excluído como? Não mais traduziram este nome. Em todo lugar que aparece o tetragrama do nome de Deus, que são milhares de vezes, é colocado a palavra Senhor.

E isso deu margem para se criar doutrinas espúrias sobre a divindade de Deus, distorcendo a divindade do Único Deus. O povo judeu (Jesus era judeu) sempre foi conhecido por ser um povo monoteísta, que cria num único Deus.

DEUTERONÔMIO 6:4

  1. Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.

Jesus é o filho de Deus. “Ah, mas Jesus é adorado como Deus.” Sim. Ele recebeu toda autoridade do Pai. Ele é Deus em ofício, quer dizer, Jesus oficializa no mesmo poder do Pai. Porque o Pai deu este poder a Ele. Mas, a Bíblia deixa bem claro, que o Pai é maior do que Jesus Cristo.

HEBREUS 7:7

  1. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.

Então meu querido leitor. Hoje, esses próprios religiosos perseguiriam aqueles apóstolos se eles estivessem vivos hoje. Porque os apóstolos nunca ensinaram trindade, não batizavam na trindade, os apóstolos como bons judeus eram guardadores das Leis morais de Deus.

Portanto eram praticantes e observavam o sétimo dia da semana (o sábado). Há registros históricos, copiosos registros históricos da história eclesiástica da igreja, que a igreja primitiva observava o sábado.

A guarda do domingo (do primeiro dia da semana) começou a ser introduzida na igreja Cristã, após a morte dos apóstolos. Assim como o dogma da trindade também foi introduzido após a morte dos apóstolos de Deus.

Então, a apostasia veio logo em seguida, após a morte dos apóstolos. Mas, nós devemos crer nas Escrituras.

Bom meu querido leitor, então está explicado Mateus 23:23: Jesus não poderia falar que não era para dar o dízimo, porque o Antigo Testamento ainda estava em vigor. Ele só passaria a deixar de não mais vigorar, quando Jesus morresse na cruz.

E, dízimo em Mateus 23:23 não é dinheiro, é cominho, é tempero (comida) provando novamente, o que nós temos falado aqui, exaustivamente, que dízimo segundo a Bíblia, não é dinheiro. E que dízimo, segundo a Bíblia, na dispensação da graça não mais está em vigor. Hoje, a igreja está sob a dispensação da graça.

Você sente o desejo de conversar com a gente, mas está proibido, alguém o colocou sob pressão que não é para acreditar no que aqui está escrito. Mas olha o que os apóstolos dizem:

ATOS 5:29

  1. Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.

No tempo de Jesus não era diferente meu caro leitor, Jesus pregava, e muitos admiravam a doutrina que Jesus pregava. Porém, muitos não confessavam ou procuravam o Senhor Jesus porque tinham medo de ser expulsos da sinagoga. Porque os líderes odiavam Jesus, porque tinham de certa forma inveja do Senhor Jesus. Porque o Senhor Jesus pregava com a autoridade da palavra de Deus.

Então, o que eles instruíam?

Eles falavam aos membros da sinagoga (da época de Jesus):

Oh, vocês não vão falar com este homem, chamado Yeshua, se eu pegar vocês ali conversando com esse Yeshua ou mesmo falando da doutrina de Yeshua em algum lugar, vocês serão expulsos da sinagoga.”

Então, muitas pessoas tinham medo de homens, tinham medo dos chefes das sinagogas. E eles na verdade, embora no coração cresse que o que Jesus pregava era verdade. E eu sei que há muitas pessoas que concordam que o que eu estou pregando é a verdade, mas alguns têm medo de entrar em contato conosco, porque são coagidos (muitas vezes por parte de líderes) que dizem “Não ouça”.

Mas “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8:32).

Nós temos de conhecer a verdade meu querido leitor. E ela nos libertará.  Hoje nós somos livres em Cristo, porque fomos libertos pela verdade, eu não tenho medo de alguém chegar no grupo de estudo e fazer perguntas difíceis que eu não possa responder na Bíblia, e me colocar em aperto nas Escrituras.

Porque, se eu tenho a verdade, “nada podemos contra a verdade, se não a favor da verdade.” (2

Coríntios 13:8) Então, quem tem a verdade, não tem medo.

Agora, quando nós temos algum erro, é como Jesus disse “a condenação do mundo é esta, pois que os homens amaram mais as trevas do que a luz.”. Amaram mais a mentira do que a verdade, e não quiseram vir para a luz, para que as suas obras não fossem reprovadas.” Mas nós amamos a luz.

Estamos desafiando alguém a nos mostrar na Bíblia (no Novo Testamento) no livro de Atos dos Apóstolos, algum apóstolo batizando nos títulos “Pai, Filho e Espírito Santo” Após a ordem de Mateus 28:19, como nós lemos, que foi dado aos apóstolos.

E vamos ver se algum dos apóstolos praticaram a ordem, repetindo as palavras “Pai, Filho e Espírito Santo”; se alguém nos mostrar algum batismo realizados nesta palavra em Mateus:

MATEUS 28:16-19

  1. Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara.
  2. Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.
  3. E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.
  4. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Aqui, quando Jesus já estava ressuscitado, Ele chama os onze discípulos e dá a ordem de batismo aos discípulos. Essa mesma ordem nós encontramos no livro de Lucas. No livro de Lucas, Jesus diz após a sua ressurreição, dá a ordem (porém de forma mais detalhada).

LUCAS 24:47-49

  1. e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.
  2. Vós sois testemunhas destas coisas.
  3. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.

Então, Jesus diz aos apóstolos para que em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados. Mas eles deveriam esperar em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder.

Quer dizer, então o Espírito Santo é o poder de Deus, eles deviam esperar ser revestidos deste poder. E, uma vez revestidos deste poder, eles estariam aptos a iniciar a obra do batismo. Nós vamos ver em Atos 2, o cumprimento do dia de Pentecostes:

ATOS 2:2,3

  1. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
  2. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.

Olha lá, o Espírito Santo em forma de fogo. Por isso que o Espírito Santo é o poder de Deus.

ATOS 2:4

  1. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

E todos se maravilharam. E Pedro então, começa a pregar o cumprimento de Joel, que Deus derramaria do seu poder sobre toda carne. Então, o Espírito Santo é derramado, nós não podemos crer que uma pessoa é derramada. Mas um poder, ele sim é derramado.

Nós não podemos crer que nós podemos ter menos ou mais de uma pessoa. Porque a Bíblia diz para nós enchermos do Espírito. Como você irá se encher de uma pessoa? Você pode ser encher do poder da pessoa do Pai.

Então, quem é a pessoa do Espírito Santo? Alguém pode perguntar “Ah, mas o Espírito Santo chora;

o Espírito Santo se entristece; o Espírito Santo intercede.”

Sim. tudo características pessoais. Mas de quem é as características pessoais do Espírito Santo? De uma outra pessoa? Ou do próprio Pai? A Bíblia diz que é do próprio Pai. O Espírito Santo é o poder de Deus. Jesus fala “eu rogarei ao Pai, o Espírito Santo; o Espírito que procede do Pai.”

Por que Jesus não pediu diretamente para o Espírito Santo vir?

Ó Espírito Santo, você vem e faz a obra de Consolo. Porque você é o Espírito Santo; a terceira pessoa da Trindade, você vem e faz a obra de Consolo.”

Por que Jesus roga ao Pai para que envie o Espírito Santo? Muito lógico né leitor. Porque o Pai é a fonte do Espírito Santo, a personalidade do Espírito Santo é o próprio Pai.

Assim como a personalidade do Espírito de Jesus Cristo é o próprio Senhor Jesus Cristo. Interessante né? É muito fácil entender isso, que o Espírito de Jesus Cristo, que aparece umas três ou quatro vezes na Bíblia é a personalidade do espírito de Jesus, é o próprio Senhor Jesus.

Então, o que é o espírito de Cristo?

É a forma que Jesus tem de se manifestar, não em corpo presente. Como Jesus fala dentro da mente de uma pessoa? Como Jesus fala com você, meu leitor? Ele desce do céu.

Pregador: Evangelista Flávio.

 

Link do vídeo: 053 – Dízimo e Mateus 23:23 – Explicação

Download da apostila: 053 – Dízimo e Mateus 23:23 – Explicação

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