Dízimo Segundo a Bíblia: Estudo Completo e Explicado Sem Distorsões

Discipulado Séries Bíblicas

Dízimo segundo a Bíblia explicado de forma clara, analisando Malaquias, a lei mosaica, o papel dos levitas e o verdadeiro destino do dízimo bíblico, totalmente diferente do sistema atual.

Dízimo segundo a Bíblia é um tema que precisa ser entendido no contexto correto das Escrituras, especialmente quando analisamos Malaquias, a função dos levitas, o dízimo trienal de Deuteronômio e o fato de que o dízimo bíblico nunca foi dinheiro, mas sempre produto da terra destinado aos sacerdotes, pobres, órfãos e viúvas.

Todas as fortalezas que se levantam contra a verdade de Deus, caem por terra, diante da palavra de Deus, porque a palavra de Deus é mais afiada do que qualquer espada aguda de dois fios. E ela penetra até o mais fundo da alma, e sabe discernir entre os pensamentos das intenções do coração.

Não há nenhuma criatura que não se atente aos olhos do Deus, que nós devemos prestar contas.

E estamos falando sobre um assunto polêmico, que é a questão da contribuição obrigatória (sob lei) do dízimo – 10% do salário das pessoas que se dizem crente, são cobrados muitas vezes, por muitos, baseado em Malaquias “roubará o homem a Deus?”

Hoje é a terceira e última parte, onde também nós vamos falar “Dai a Deus o que é de Deus, e dai a César o que é de César.” (Mateus 22:21). Mas, nós estávamos fazendo uma análise dos dízimos e ofertas, relatadas no livro de Malaquias no estudo parte 2. Onde pegamos oito tópicos, com os quais nós analisamos o livro de Malaquias. A quem se destinava a mensagem do profeta Malaquias? Quem roubava? Quem eram os ladrões denunciados pelo profeta Malaquias (e por Deus também, porque Deus utilizou Malaquias)?

O que se roubava, quer dizer, o que era o objeto de furto, por parte deles? Como se roubava, quer dizer, qual era a maneira que eles faziam, para roubar? E, o que eram os dízimos? O que eram as ofertas? O que eram as bênçãos? E o que eram as maldições?

Estes oito tópicos, nós iniciamos no estudo passado (na segunda parte sobre este assunto, sobre contribuição e dízimo). Nós respondemos até o terceiro tópico – o quarto nós começamos a responder.

Então, quem se destinava a mensagem?

Nós mostramos em Malaquias 2:1, e outras passagens também, que a mensagem se destinava principalmente aos levitas, aos sacerdotes do templo. Era uma mensagem para os líderes do povo daquela época, quem roubava? Eram os sacerdotes, os ladrões; eles eram os ladrões, dos quais estavam sendo denunciado no livro de Malaquias.

Nós vimos em Malaquias 1, que Deus denunciava aqueles que ofereciam os holocaustos, que eram os levitas. E Ele falava no versículo 12:

MALAQUIAS 1:12

  1. Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, e o seu produto, isto é, a sua comida, é desprezível.
  2. Dizeis também: Eis aqui, que canseira! e o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos exércitos; e tendes trazido o que foi roubado, e o coxo e o doente; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor.

Então, quem que, segundo a lei mosaica, estava no direito de oferecer as ofertas diante do altar? Eram os sacerdotes que ministravam no templo. Então, Deus está acusando que eles é quem estavam oferecendo o roubado, eles eram os ladrões.

E o que eles roubavam?

Eles roubavam o produto do dízimo: ovelhas, comida – você vê que o pão (a comida) do Senhor é desprezível. Eram estas coisas que eles roubavam, e estavam fazendo o povo inteiro tropeçar.

Porque o sacerdote, aquele que está na direção do trabalho, deve ter os lábios puros e falar a verdadeira ciência, ensinar o verdadeiro conhecimento ao povo. Se aqueles que estavam na liderança, não ensinam a verdade ao povo, não ensinam a Lei de Deus com justiça, e ainda procuram deturpar os mandamentos de Deus, então, todo o povo tropeça. Mas de Deus primeiro vem a repreensão sobre aqueles que lideram o povo. Por isso, é que o apóstolo Tiago diz:

TIAGO 3:1

  1. Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.

Aquele que quer ser o mestre, quer ser pastor, quer ser evangelista, tem de estar ciente disso: que sobre estas pessoas, virá um julgamento mais duro. Porque, a quem muito for dado, muito será exigido.

Então, nós temos essa proposta sincera, de servos de Deus, de trazer aqui no programa “À luz das escrituras” a verdade ao povo, esclarecer através da Bíblia, a verdade sobre a questão do dízimo (segundo a Bíblia). Porque, nós temos visto por aí um dízimo antibíblico, um dízimo (que não é dízimo) que é falsamente, erroneamente chamado “dízimo”, que é tomar obrigatoriamente (sobre força da lei) 10% dos salários de todas as pessoas, que são afiliadas a uma congregação.

Este dízimo, que é erroneamente chamado de dízimo, não é o dízimo da Bíblia. Mas é o que nós estamos mostrando nesta sequência de três estudos.

Agora, o quarto tópico diz: como eram roubadas estas ofertas ou dízimo, como eles procediam para roubar? Bom, eles não concediam a quem de direito (nos dízimos), não ofertando ao Senhor o que era melhor nas ofertas. Então, eles não concediam o dízimo a quem era de direito.

Segundo a lei, o dízimo era de direito também, dos pobres, das viúvas e dos órfãos. Isso nós encontramos no livro de Deuteronômio 14, do dízimo trienal – era o único dízimo.

A quem advoga a teoria de três dízimos, então, já não seriam mais 10%, seria 30% ou 22% ao ano; um terceiro dízimo.

Mas isso não existe, pois era na verdade, um único dízimo destinado a fins diferentes. Ora para os levitas, ora para os pobres da terra, e ora, o próprio ofertante também comia o próprio dízimo para adoração (nas festas para YHWH) segundo a lei mosaica, os dízimos também tinham este cumprimento de adoração.

Por isso, é que o dízimo sempre foi produto da terra (produtos agro pastoris: sementes da terra, e animais), nós não encontramos em lugar nenhum da Bíblia, a menção do dízimo como sendo em dinheiro.

O único lugar das Escrituras que fala de transformar o dízimo em dinheiro está em Deuteronômio. Mas

ali, é somente no caso em que o ofertante (o dizimista) não pudesse levar o dízimo (o boi, as sementeiras) para o local certo (que era em Jerusalém). Então, ele poderia vender aquele dízimo, transformando em dinheiro – isso é uma prova de que já existia dinheiro naquela época. Só que, quando ele chegasse no local de adoração, ele não deveria entregar o dinheiro ao sacerdote (em hipótese nenhuma) a lei não permitia isso. Ele tinha que novamente comprar em bois, ovelhas, produtos da terra, e comer o dízimo juntamente com o levita.

Era essa a lei de Deus…

Então, mesmo uma única menção, que há no livro de Deuteronômio, em que o dízimo é transformado em dinheiro, não lhe é permitido o dizimista, pegar esse dinheiro e dar na mão do sacerdote. Não! A lei dizia que ele deveria transformar o dízimo (comida) em dinheiro, apenas para o transporte. Porque o dinheiro é compacto e fácil de ser transportado, do que se ele (o dizimista) transportasse vários bois, ovelhas tudo pelo caminho daria um grande trabalho. Sendo assim para transporte, ele poderia transformar todo aquele dízimo dele (em dinheiro), prova de que já existia dinheiro naquela época, mas ele não podia entregar esse dinheiro na mão do sacerdote.

Uma prova bíblica de que dízimo poderia ser entregue em dinheiro, não existe. Aliás, nós já desafiamos alguém nos mostrar nas Escrituras, uma passagem sequer, de alguém assalariado (que recebe salário em dinheiro) Porque nós temos provas bíblicas de que já existia dinheiro desde os tempos mais antigos. E que existiam pessoas trabalhadoras que recebiam salários em moedas, até banco existia no tempo de Jesus. Portanto, a prática de dízimo em dinheiro, se fosse como hoje é praticado, e tivesse naquela época, teríamos menção disso). Alguém nos mostrar na Bíblia (porque a Bíblia é a bússola do crente, é por ela que nos baseamos nossa fé). Se a nossa fé não estiver baseada na Bíblia, receio que nós estamos andando nas trevas – Jesus diz que “todo aquele que crê nele, andará na luz.”

E a palavra de Deus é a verdade; a palavra de Deus é a luz “lâmpada para os meus pés é a tua palavra; e luz para o meu caminho; guardei a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti;” Jesus Cristo diz “errais não conhecendo as escrituras e nem o poder de Deus.”

Erramos quando nós desconhecemos as Escrituras, quando nós não estudamos, quando nós não meditamos na palavra de Deus, nós erramos, cometemos falhas, pecados, por desconhecer a palavra de Deus. E consequentemente, acabamos desconhecendo também, o poder de Deus. Então, meu querido leitor, a nossa fé deve estar baseada na palavra de Deus.

E se alguém diz que “paga dízimo, segundo a Bíblia” ele tem que provar esse dízimo dele, na Bíblia. Já foi desafiado alguém a nos mostrar uma passagem sequer, que alguém recebeu salário em dinheiro, e foi lá e entregou 10% do salário dele em dinheiro, ao sacerdote levita, como pagamento da lei do dízimo. Até hoje ninguém nos provou na Bíblia, porque dinheiro já existia, se assim tivesse sido provado nós estaríamos humildemente concordando que esse sistema de hoje, largamente praticado pelas religiões, é bíblico.

Mas, se ninguém conseguir mostrar uma passagem na Bíblia (o que nunca ninguém conseguiu provar) de alguém que recebeu salário (em dinheiro) pagando 10% desse salário em dinheiro, receio que nós vamos ter que continuar pregando a Bíblia, e mostrando o que é dízimo, segundo as Escrituras.

Então, aqui em Deuteronômio 14, está a prova de que o dízimo não poderia ser pago em dinheiro.

DEUTERONÔMIO 14:24

  1. Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos, por estar longe de ti o lugar que Senhor teu Deus escolher para ali por o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado;
  2. então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher.

Uma prova bíblica, já do tempo da lei mosaica (1400 a.C.) de que existia dinheiro, quer dizer, que aquele dízimo do produto da terra: boi, vaca, sementeira, podiam ser transformados em dinheiro.

No verso 25 diz “então vende-os,” – vende o que? Vende o dízimo.

Quer dizer, como é que você vai vender dinheiro, se dízimo fosse dinheiro? Não, Deus está falando de produto da terra, isso era o dízimo, este é o dízimo bíblico: boi, vaca, arroz, feijão, milho, batata. Isso é dízimo. E Deus está falando “vende-os; (vende o dízimo)….“por dinheiro, e toma o dinheiro à tua mão, e vai ao lugar que o SENHOR teu Deus escolher;” – daí, ele pega aquele saco de dinheiro (que ele transformou o dízimo comida, em dinheiro) e vai ao lugar onde Deus ordenou, que ele O adore.

DEUTERONÔMIO 14:26-29

  1. E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu Deus, e te regozijarás, tu e a tua casa.
  2. Mas não desampararás o levita que está dentro das tuas portas, pois não tem parte nem herança contigo.
  3. Ao fim de cada terceiro ano levarás todos os dízimos da tua colheita do mesmo ano, e os depositarás dentro das tuas portas.
  4. Então virá o levita {pois nem parte nem herança tem contigo}, o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem.

Está aqui leitor, uma prova bíblica de que dízimo não é dinheiro, o dízimo é comida, e de que o sacerdote, (o levita que administrava na casa do Senhor) não tinha autoridade da palavra de Deus, para pegar o dinheiro. Ele só podia comer o dízimo.

Então, o dizimista transformava em dinheiro, chegava no local onde ele deveria adorar a Deus, pegava aquele dinheiro e comprava tudo novamente em boi, vacas, ovelhas e produtos da terra. E ali ele repartia com os pobres e com o levita da terra, e comiam o dízimo juntamente – então, isso era o dízimo.

Agora, nós estamos vendo pela lei, que o dízimo deveria ser repartido (a comida) aos pobres, órfãos e viúvas, aos jornaleiros (aqueles que recebem salário por um dia, pessoas pobres). E isso era uma das coisas que Malaquias diz “que eles estavam roubando”. Eles roubavam justamente isso, retendo o direito da viúva e do pobre, eles não faziam com que a viúva e o pobre pudessem comer do dízimo também. E essa mensagem então, Malaquias dirige aos líderes do povo, aos sacerdotes que faziam o povo tropeçar.

E Deus começa a sentenciá-los, e dizendo que converteria as bênçãos deles em maldição. Fala em Malaquias:

MALAQUIAS 2:2,3

  1. Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração.
  2. Eis que vos reprovarei a posteridade, e espalharei sobre os vossos rostos o esterco, sim, o esterco dos vossos sacrifícios; e juntamente com este sereis levados para fora.

Deus começa a repreender aquela casta de levitas, devido ao procedimento iníquo deles, de roubar o dízimo (comida), então eles roubavam comida, e pervertiam o direito da viúva e pegavam a ovelha boazinha, que era segundo a lei, a que deveria ser oferecida, ofereceram no lugar dela, uma cega, uma coxa, uma estragada, ofereciam comida roubada, que foi tirado do direito das viúvas.

Eles estavam trazendo maldição sobre eles, segundo a lei. Então, esse tipo de procedimento, fez com que o povo de Israel, do tempo de Malaquias, começasse a não mais entregar os dízimos (as comidas), não levar mais as ovelhas, o produto da terra.  Porque eles estavam vendo que a casa de Deus estava virando uma bagunça. E Deus então primeiro, vem chamar a atenção de quem? Do povo? Quem são os ladrões que Deus aqui está repreendendo?

São os sacerdotes, são exatamente aqueles que lideram o povo, eles estavam dando um mal exemplo. E Deus começa então, a repreensão pelos cabeças, por aqueles que estão na liderança.

Nós hoje temos que resgatar a verdade da palavra de Deus, e vermos que estas coisas que estão acontecendo em nome de Deus, na verdade estão tomando o nome de Deus em vão.

Ah, mas dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus.”

Vamos ver essa passagem, que é muito utilizada por aqueles que querem justificar a obrigatoriedade do dízimo, a contribuição do dízimo segundo a lei, segundo o legalismo, porque eu dou dízimo, porque eu sou fiel. Aqueles que se justificam pela lei – a palavra de Deus diz que “aquele que se justifica pela lei, caído está da graça, apartado estais de Cristo, vós que se justificais pela lei.”

Porque a lei de Moisés, incluindo o sistema de dízimo, foi cravado na cruz, isso está muito nítido pela doutrina apostólica. A lei de Moisés: as festas, o sacrifício de cordeiro, a purificação, os banhos de purificação, levirato, apedrejar pessoas que cometiam pecado, o dízimo para adoração, segundo as festas foram cravadas na cruz. “Mudando-se o sacerdócio” – Jesus é de uma tribo que não tem autorização para tomar dízimo, Jesus era da tribo de Judá,  não tinha autorização para tomar dízimo, porque nós vemos Jesus com os apóstolos, e eles recebiam ofertas.

Judas Iscariotes – ironicamente, aquele que traiu Jesus por 30 moedas, a prova de que existia dinheiro, e o templo tinha dinheiro, o dinheiro que o templo tinha, não vinha de dízimos. O dinheiro que o templo tinha, vinha daquele ⅕ de taxa obrigatória, que era pago quando alguém ia fazer o recenseamento ou resgate de uma

alma.

Então, o templo retinha esse dinheiro, ou mesmo das ofertas alçadas em dinheiro para reparo do templo, esse dinheiro que o templo tinha, era usado para fazer reparos, mas não era dízimo, como nós já provamos aqui na Bíblia, que não existe em lugar nenhum das Escrituras, alguma autorização para se entregar dízimo em dinheiro.

Porque dízimo nunca foi dinheiro, sempre foi comida, segundo as Escrituras. Este é o dízimo bíblico.

E o dízimo era destinado ao levita, aos pobres, as viúvas, aos órfãos. Então, os ricos (que eram aqueles abençoados por Deus, que tinham abastança na sua colheita, no produto da terra, no produto agro pastoril) eles iam e entregavam o dízimo, e o dízimo era usado para sustentar o pobre.

Os ricos na sua abastança, acabavam pela justiça de Deus (pela lei de Deus) através de Moisés (pela lei mosaica) fazendo justiça aos pobres, este era o dízimo bíblico, quão longe esse dízimo está, muito mais justo e verdadeiro do que esse dízimo praticado hoje.

Porque hoje, quem sustenta e ostenta (o luxo) das religiões de hoje são os pobres. Os melhores e mais fiéis pagadores (de 10% de salário) hoje, são os pobres, e que acabam ajudando quem já tem um monte.

Nós vemos aí, pessoas que estão ricas, com patrimônios imensos, por meio dessa falsa doutrina de

dízimo – fazendo esta forma coerciva de arrecadação em nome de Deus (mas não estão) porque Deus nunca autorizou ninguém a tomar dízimo em dinheiro.

E quem começou pela primeira vez a fazer isso, de tomar dízimo em dinheiro, foram os senhores feudais, no século V e VI (na Idade Média) quando os senhores feudais estabeleceram taxas obrigatórias sobre os seus vassalos, que era um sistema de propriedade dos feudais e dos vassalos (os escravos), aqueles que trabalhavam para os senhores feudais, tinham uma taxa, que era chamada “tostão de Pedro” que era 10% de tudo o que eles ganhavam, no qual era pago a igreja do Império.

Essa foi a primeira vez, as primeiras práticas de dízimo (antibíblico) em dinheiro – o dízimo que não é dízimo, começou nos tempos dos senhores feudais. E, no tempo de Malaquias, o dízimo que nós encontramos em Malaquias somente é comida.

Por isso que diz “trazei para minha casa mantimentos para que haja mantimento” – comida, na minha casa. Por isso que Deus fala que “se eles fizessem isso, Ele repreenderia o devorador, quer dizer, o gafanhoto, aqueles que devoravam a colheita.

MALAQUIAS 3:10,11

  1. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.
  2. Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos.

O dízimo é comida. E para que houvesse mais comida, Deus prometia que, se eles cumprissem com o pacto que foi feito a Davi – porque das dozes tribos, onze receberam herança (terra para produzir).

Mas uma delas, que é a tribo de Levi, ficaria no comando da casa do Senhor, eles não tinham herança. E o pacto era esse: que essas onze tribos deveriam contribuir com o produto da terra para os seus irmãos

Levi, isso foi um pacto de juramento. Logicamente, que se eles retivessem o dízimo, eles estariam sendo ladrões, estariam roubando.

E também, se não dessem o dízimo aos pobres e as viúvas (porque os levitas estavam fazendo isso estavam retendo o direito da viúva, do órfão e do pobre). E Deus estava então, repreendendo severamente, a nação de Levi por causa deste procedimento.

E aqui Deus fala “se vocês trouxerem a comida para que haja mantimento na minha casa, eu repreendo o devorador” quer dizer, Deus repreendendo o gafanhoto (o devorador) haveria mais colheita, Ele faria vir a chuva no seu tempo próprio. As bênçãos aqui, que são prometidas no livro de Malaquias, eram bênçãos no produto da terra.

Ah, mas isso aqui é espiritual.”

Então, aqui alguém torna o dízimo literal, dizendo “Trazei dízimo a casa do Tesouro.” – aí é literal;

se trata literalmente de dinheiro. Mas quando fala em “mantimento, devorador” é espiritual.

Quer dizer, a palavra de Deus é manipulada segundo o bel prazer do manipulador. Quando se fala em dízimo tem que ser dinheiro “Aqui é dinheiro.” Mas a passagem que diz “para que haja mantimento” é espiritual. Agora, vamos entender segundo essa pregação fora do contexto hermenêutico: dízimo é literal, mas mantimento é espiritual.

Então, nós estamos querendo dizer “trazei dinheiro” – quer dizer, você leva o dinheiro à mão daqueles que se encarregam disso, para que haja a palavra de Deus na casa de Deus.

Quer dizer, quanto mais dinheiro entra, mais a palavra de Deus vem. Ou seja, a palavra de Deus agora é comprada, quanto mais dinheiro você der, mais a palavra de Deus vai vir.

Seria mesmo isso? Como fica a passagem de Isaías, que diz “vinde a mim, comprai sem dinheiro, de

graça.?” A salvação é de graça; a salvação é pela graça de Deus. Deus é dono do ouro e da prata. Ele não precisa do seu dinheiro, Ele precisa do teu coração. Se o seu coração é movido a ofertar 10%, 20%, isso deve ser movido por Deus, e não debaixo de um constrangimento, de uma falsa interpretação em cima de Malaquias, que está sendo divulgado e colocado este jugo sobre o ombro dos menos favorecidos.

Deus ama o direito do pobre e da viúva. E o dízimo segundo as Escrituras, ele era destinado aos pobres e às viúvas. Quem dera hoje, as religiões abrirem os cofres e dar aos pobres, às viúvas, e emprestasse dinheiro aos pobres sem juros, dessem um salário a viúva, dessem dinheiro aos pobres.

Mas será que isso acontece?

É isso que a Bíblia ensina, era isso o que deveria acontecer. Mas, nós vemos a falta de sinceridade, e não é dessa forma que acontece. Mas estes vêm com uma explicação de que o dízimo é somente oferecido aos sacerdotes, aos pastores.  Aliás, quero fazer aqui, uma analogia Bíblica muito interessante: os pastores de ontem, quer dizer, os pastores do tempo de Paulo (dos apóstolos) e os pastores de hoje, nós vamos fazer uma analogia bíblica, e uma analogia histórica contextual de hoje. Fiz uma pesquisa para saber se os atuais pastores são parecidos com os pastores do início da igreja cristã.

Você ficará surpreso com tal comparação, entre os pastores de ontem e os de hoje, que diferença grande existem entre ambos. “Mas dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus” – o que quer Deus? Ele quer o seu dinheiro? Ou Ele quer a honra que lhe é devida, a adoração que é devida?

Deus cobra isso no livro de Malaquias: a adoração, a honra que lhe é devida. Então Ele fala assim no versículo de número 11:

MALAQUIAS 1:11

  1. Mas desde o nascente do sol até o poente é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso, e uma oblação pura; porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos exércitos.

Então, Deus quer a honra, adoração, muito mais do que o seu dinheiro.

Ah, mas a obra de Deus requer dinheiro”. Sim, ela precisa de dinheiro, mas não desta forma. Não pregando e distorcendo a Bíblia, e criando uma doutrina antibíblica, criando mandamentos de homem, uma prática humana de dízimo em dinheiro (legalista), que não existe na Bíblia, não é desta forma que nós honramos a Deus. Nós honramos a Deus, explicando a verdade para o povo de Deus.

Devemos contribuir na obra de Deus? Devemos. E fazemos isso por meio de ofertas. Nós não vemos no Novo Testamento, os apóstolos pedindo dízimo a ninguém. Paulo em 2 Coríntios 9 é bem claro ao dizer “o que permanece no Novo Testamento, e o que sai disso não está mais na palavra de Deus.”

2 CORÍNTIOS 9:7

  1. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento;

porque Deus ama ao que dá com alegria.

Então, você oferta com alegria – pode ser muito mais do que 10%. não há problema, desde que seja feito movido pelo Espírito de Deus, movido por alegria e não por metodologias.

Hoje existe uma metodologia para arrecadar dinheiro das pessoas, fazem culto como se fosse sessão de cinema, um atrás do outro. Ironicamente falando, seria muito santidade, orar a Deus a cada hora.

Porém nós não podemos ser ingênuos, porque o verdadeiro cristão não é bobo. Jesus diz “sede

prudentes como as serpentes, simples como a pomba.” (Mateus 10:16). Tente se aproximar de uma pomba, e veja o que acontece: ela rapidamente foge ao ar.

O verdadeiro cristão é preparado na palavra de Deus, e não cai em armadilhas. Agora, nós sabemos que os cultos (feitos um em seguida do outro) só tem um objetivo, não é porque é muita santidade, consagração.

Mas, porque quanto mais culto se fizer, mais dinheiro arrecada-se – não sejamos ingênuos. Você meu querido leitor, não seja ingênuo; “não gastais o vosso dinheiro naquilo que não é pão;” (Isaías 55:2)

Nós vemos pessoas que chegam ao ponto de roubar dinheiro da própria família, para levar em oferta de voto ao pastor – será que Deus aceita uma coisa dessas? Pessoas que ficam devendo em tudo quanto é lugar, porque o dinheiro que ele tinha para pagar suas contas, destinou tudo em voto. Isso não vem de Deus, isso é doutrina humana.

Está na hora daqueles que querem fazer a vontade de Deus, porque nós sabemos que tem pessoas que vão continuar sendo assim até a morte. Porque estes querem barganhar com Deus, eles dizem (guiados pelo deus mamom) “Se eu der tanto, Deus me dará multiplicado por dez.” Isso é o que fazem com Deus.

Alguém pode dizer, se o que estou falando aqui é mentira? Vamos ser sinceros, porque o espírito de Deus nos guia em toda a verdade, “e nos convence do pecado, da justiça e do juízo.” É mentira ou verdade o que estou falando aqui? Olha a diferença entre os pastores de ontem e os pastores de hoje; olha o que Paulo fala em 2 Coríntios:

2 CORÍNTIOS 12:15

  1. porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.

Agora, os pastores de hoje: “Não trabalha pela manhã, acorda tarde, tira férias, abandona os seus distritos de pastoreio já no final de ano, vários períodos de recesso para ir aos concílios, congressos, simpósios, mestrados.”

1 Coríntios 4:11,12 (o pastor da igreja primitiva) “até a presente hora, sofremos fome, sede, nudez; somos esbofeteados; não temos morada certa; e nos afadigamos trabalhando com as nossas próprias mãos.” – este é o “pastor” Paulo.

Hoje não! Hoje muitos dos pastores residem em casas nos bairros mais nobres – eu sei que esta palavra que digo, não serve para todos os pastores, nós sabemos que existem pastores sinceros, pastores que possuem seus próprios trabalhos, que ganham o seu dinheiro com seu próprio suor, que não fica tirando proveito das ovelhas. Mas também existem muitos pastores que se enquadram aqui: moram em casas e bairros mais nobres da cidade, durante os concílios ficam nos melhores hotéis e comem nos melhores restaurantes, tem conta de luz, água, combustível e tudo mais, pago pela igreja e associações.

Todo ano recebem presentes como notebooks, carros, viagens, folgam na segunda-feira e em todos os dias e vivem à custa de salários pesadíssimos (pagos por pessoas pobres também), esta é a realidade dos pastores de hoje. Bem diferente dos pastores de ontem, daqueles que davam a sua própria vida pelo Evangelho. Como Paulo falou “com as minhas próprias mãos eu ganhei o meu salário”

Ah, mas digno é o obreiro do seu salário”

Sim. Digno é o obreiro do seu salário, o obreiro tem direito a um salário. Mas um salário que não seja motivo de escândalo (de levar o nome de Deus a ser blasfemado). Mas hoje, o quão triste é esta verdade.

“Mas dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus” – foi o que Jesus falou – então, Deus quer a honra.

Depois pode ser o que o seu dinheiro possa fazer alguma coisa para a obra de Deus. Mas Deus primeiramente deseja a honra, Ele quer a verdade, Ele falou que “a minha palavra deve ser falada com verdade”; “não tem nada a palha com o trigo” – a mentira com a verdade nada têm em comum.

A diferença entre a verdade e a mentira é contrastante, como o sol e as trevas; “a verdade é a palavra de Deus.” “Então, dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus.”

Mas agora, quando Jesus pegou aquela moeda, que os fariseus o deram em sua mão, e disseram “É

lícito pagar tributo a César?” – para tentar Jesus.

Porque eles queriam pegar Jesus numa armadilha, porque se Jesus falasse que não era lícito pagar tributo a César, eles iam conseguir prender Jesus. E se Ele falasse que era, os judeus que odiavam o império romano iam olhar mal para Ele.

“Mas como é isso? Nós devemos pagar tributo para estes gentios (os romanos)?” – então eles puseram Jesus em uma situação difícil. E Jesus falou “quem é essa esfinge aqui? De quem é esta cara impressa na moeda?” Aí eles disseram “É César”. Então, “dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus.”

Agora veja bem leitor, olha como esse sistema de dízimo (que não é dízimo; um dízimo antibíblico praticado hoje) é longe até de César. Porque César estava representando o estado, César, quando Jesus falou “Dai a César o que é de César” na verdade está dizendo “Dai ao estado de Roma, o que pertence a Roma.”

Hoje, o estado (a federação brasileira, a República Federativa do Brasil) diz que pessoas que ganham menos de 14/15 mil reais por ano, estão isentos de pagar impostos sobre a fonte, isso é lei federativa (é o César de hoje).

Quem é o César de hoje? Não é a nação brasileira? Não é cada nação (o estado) que representa o interesse político? É o César de hoje. E hoje, o César atual de hoje (as leis do nosso país) diz que “uma pessoa que ganha menos de 15 mil reais por ano, não é obrigado a pagar imposto de renda na fonte”.

Pergunta minha: “E agora? O dízimo que é cobrado segundo a lei de Moisés; que é cobrado segundo

Malaquias? É perdoado para aquela pobre viúva que ganha 300/400 reais por mês?”

E o pastor diz: “Não, não. Irmãos que ganham um salário mínimo, não precisam entregar dízimo.”

É assim que é feito? Mas César está sendo mais justo do que Deus?

Quer dizer, César perdoa as pessoas que ganham menos de 15 mil por ano, dizendo “Ó, você que ganha menos de 15 mil reais por ano, você não precisa pagar imposto de renda na fonte.”

Então, o César de hoje está sendo mais complacente do que o Deus, do qual os cristãos estão falando que cobra rigorosamente os 10% da viúva, do pobre. E que se caso ele não traga, tem o seu nome estampado no mural; ele fica impedido de tomar a Santa Ceia; ele é olhado pelos outros como um crente infiel que não dá o dízimo? Vamos meditar: “Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus.” Então, este dízimo praticado hoje, não é bíblico, não é conforme a justiça de Deus.

E o nome de Deus está sendo blasfemado, porque muitas pessoas que durante toda a vida foi fiel, dando

10% do seu mísero salário – muitas vezes, deixando de comprar o remédio do seu filho ou o bujão de gás.

E sempre entregou o dízimo, pensando que se assim não fizesse, estaria roubando a Deus, e em seguida, ele vê que nada mudou, nada melhorou. E nisso começa o desvio, blasfêmia. “Que Deus é este. Eu sempre paguei meu dízimo fielmente.” Por que? Porque ele está sendo ensinado errado.

Este dízimo que está sendo ensinado, em que toma 10% do salário do fiel, nunca foi dízimo segundo as Escrituras. A Bíblia não ensina isso, e eu já provei aqui: dízimo nunca foi dinheiro nas Escrituras, mas sempre foi comida, e era entregue aos pobres. Então, medite nisso meu querido leitor…Pense seriamente nisso que nós estamos falando, porque nós devemos obedecer a palavra de Deus. E Jesus falou “em vão me adoram, ensinando mandamentos que são mandamentos de homens.”

Pregador: Evangelista Flávio.

Link do vídeo: 052 – A Verdade Sobre o Dízimo (Parte 3)

Download da apostila: 052 – A Verdade Sobre o Dízimo (Parte 3)

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