Dízimo Segundo a Bíblia: Verdade Bíblica, Origem e Por Que Não É Dinheiro

Séries Bíblicas Parábolas

Dízimo segundo a Bíblia é um tema que exige análise séria das Escrituras para revelar sua verdadeira finalidade, sua relação com a lei de Moisés e o equívoco moderno que transformou alimento em dinheiro.

Dízimo segundo a Bíblia — descubra a verdade bíblica sobre o dízimo, sua origem como alimento, sua função social e por que o sistema atual de dízimo em dinheiro não tem base nas Escrituras.

 

Iremos abordar um assunto muito polêmico, mas, é verdadeiro e está de acordo com as Escrituras. Verdades, das quais diz respeito a contribuição na igreja, a respeito do dinheiro dentro da obra de Deus. Um sistema humano do qual tentam dizer que é bíblico, e do qual tentam chamar “dízimo”, que se toma 10% sistematicamente de todos os crentes, em nome de uma lei.

Iremos questionar isso na Bíblia, nós vamos ver no Novo Testamento, a questão do dízimo. O que é dízimo segundo a Bíblia, e se esse sistema que está sendo praticado por todas as religiões (oriundas do Catolicismo) realmente é bíblico.

Sabemos que o próprio catolicismo não pratica o dízimo obrigatório. Nesse ponto, eles dão exemplo ao mundo evangélico. É triste dizer isso, mas nesse ponto, nós vemos exemplo na igreja católica. Porque ela não toma dízimo obrigatório de ninguém, somente ofertas.

E nós vamos estudar na Bíblia, a verdade a respeito da contribuição na igreja. Esteja com a sua Bíblia em mãos, porque é necessário haver um esclarecimento pelas Escrituras “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Nós temos que entender, que nós hoje, vivemos na dispensação da graça, a graça é pelo amor de Jesus Cristo. Nós não vivemos mais sob a maldição da lei. Então, aquelas maldições que existiam sob o pacto de Levi, onde Deus fala “maldito o roubador”, que chamava de ladrão quem não trazia o dízimo. Essa maldição não está mais sob a igreja, Cristo veio nos resgatar da maldição da lei. Ele morreu, se fez maldito por nós, para nos resgatar da maldição.

Então, meu querido leitor, vamos para a Bíblia, porque se nós temos uma regra, se nós temos uma bússola que nos guia na prática da fé, essa bússola é a Bíblia. Fique atento ao estudo e verifique também em sua Bíblia, ela vai te libertar, vai te trazer ao conhecimento pleno da verdade, mostrando que hoje, nós não somos mais justificados pelas obras da lei, mas pela fé, nós somos justificados pela fé.

Vamos estudar sobre isso, para que nós sejamos libertos de todo jugo humano, e possamos conhecer a verdade, e contribuir na obra de Deus por amor, e não por maldição, não porque alguém no púlpito está te chamando de ladrão. Vamos nos libertar desse tipo de distorção, de falta de hermenêutica por parte de pregadores interesseiros, que ficam querendo tirar o dinheiro do povo à base do medo, à base da maldição.

E não é por aí não! O povo de Deus deve contribuir por amor, deve contribuir por alegria e não por medo e não por maldição. Dízimo na Bíblia nunca foi dinheiro, foi alimento. Nós vamos estudar isso.

MATEUS 23:23-25

  1. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.
  2. Guias cegos! que coais um mosquito, e engolis um camelo.
  3. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.

Meus queridos leitores. Sei da responsabilidade, do assunto no qual nós iremos entrar, pois ele toca em um dos pontos mais nevrálgicos e sensíveis do sistema religioso vigente (dos nossos dias), que é a questão do dinheiro, que é a questão de “mamon” (o deus da riqueza). Tem sido vergonhosa a colocação de que nós vemos muitas vezes, por muitos dos religiosos, que se dizem representantes de Deus, que se dizem representantes e servos de Cristo.

A colocação vergonhosa, no tocante a questão de dinheiro. Nós estamos cansados de ver, e de ouvir como tem sido escandalizado o Evangelho e o nome de Deus tem sido blasfemado pela postura incorreta, pela postura não bíblica de muitos daqueles que se dizem obreiros, representantes de Cristo sobre a face da terra.

Pois, de uma forma ilegítima, que leva as pessoas a não conhecer a verdade, tem tomado o dinheiro do povo, sobre um argumento antibíblico, sobre uma colocação fora da hermenêutica bíblica, contraditória a palavra de Deus, tem tomado dinheiro sobre o argumento do dízimo, de salários das pessoas.

Muitas pessoas enganadas com esta pregação mentirosa, desse sistema de coletânea, de dízimo em dinheiro do qual nós não encontramos nas sagradas escrituras. Nós não encontramos nenhum verso sequer, nas Escrituras de alguém entregando dízimo (em dinheiro). Dízimo segundo as Escrituras é um sistema de alimentação, que esteve vigente na lei de Moisés, para a tribo de Levi.

A Tribo de Levi era uma tribo que não tinha parte na herança, a herança deles era dízimo dos seus irmãos, das outras tribos. E estes eram entregues em forma de comida para que o sacerdote levita (que tinha voto de pobreza) pudesse ser sustentado para obra do ministério. Pois não lhes era permitido, segundo as Escrituras, que eles tomassem do povo, dízimo em dinheiro. Alguém pode estar perguntando:

Ah, mas o sistema de dízimo, hoje é em dinheiro, porque naquela época não existia banco e nem existia dinheiro”

Engana-se quem se esquiva sobre a desculpa de tomar dízimo em dinheiro do povo, porque naquela época não existia dinheiro e nem bancos. Naquela época existia dinheiro, e naquela época (mesmo de Cristo) existia banco. Uma prova bíblica, de que na época de Cristo, já existia dinheiro e já existia banco. No evangelho de Lucas 19 nós vimos aqui, na parábola dos servos e das dez minas…

LUCAS 19:16,17,21-23

  1. Apresentou-se, pois, o primeiro, e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.
  2. Respondeu-lhe o senhor: Bem está, servo bom! porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade.
  3. pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste, e ceifas o que não semeaste.
  4. Disse-lhe o Senhor: Servo mau! pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei;
  5. por que, pois, não puseste o meu dinheiro no barco? então vindo eu, o teria retirado com os juros.

O Senhor Jesus fala na sua parábola, e sabemos que a parábola é uma comparação de uma mensagem, para trazer um ensinamento. Mas, se Jesus fala de “banco” e “dinheiro” é porque já existia em sua época, pessoas que eram guardadoras de dinheiro (do povo), ou seja, banqueiros.

Existia dinheiro, nós vemos a parábola dos trabalhadores da última hora, eles foram assalariados com dinheiro, eles foram assalariados com denário, que era o salário de um dia (de um jornaleiro). Então, nós vemos na Bíblia, a existência do dinheiro.

Vemos no livro de Gênesis, Abraão comprando a sepultura ao peso de moedas (em dinheiro), José do

Egito foi vendido por 20 moedas de prata. O dinheiro é uma prática costumeira e muito antiga.

Se houvesse que pôr um sistema de dízimo (em dinheiro) este já poderia ser colocado desde o tempo de Moisés. Não haveria nenhum problema. No entanto, nós não encontramos nas Sagradas Escrituras nenhuma menção de pessoas assalariadas (que recebiam salários em dinheiro) entregando dízimo em forma de dinheiro como hoje vemos vergonhosamente, e muitos religiosos usando versículos isolados para tomar dinheiro do povo a base de uma pregação falsa, querendo explicar um dízimo que não existem na Bíblia. A Bíblia explica que, dízimo é um sistema de contribuição (alimentar) “trazei alimento”.

Jesus fala “dizimai o cominho e o endro” aos hipócritas e fariseus, mas eles desprezavam o mais importante da lei, que é a verdade, a justiça e a misericórdia. Eles eram rigorosos, dizimistas no cominho e no endro (que é comida) mas eles desprezavam as viúvas, porque o dízimo também era para as viúvas, os órfãos e os pobres da terra.

No livro Deuteronômio 14 encontramos um dízimo que era trienal (a cada três anos). Este dízimo era o dízimo dos pobres, onde toda colheita, que era tida naquele ano, era dividida entre os pobres, este era o dízimo trienal.

Então, nós vemos que a aplicação do dízimo também era para a justiça social.

O dízimo, segundo a Bíblia, era para justiça social e estava muito longe desse dízimo antibíblico, desse dízimo (que não é dízimo) praticado hoje pelo sistema religioso vigente. Porque o dízimo segundo a Bíblia, ele era para justiça social.

Se alguém quisesse praticar, segundo a Bíblia, o dízimo que hoje tem, teria de pegar o caixa da igreja e dividir este dinheiro com os pobres, com as pessoas menos favorecidas, para ajudá-las pelo menos uma vez a cada três anos.

Quer dizer, o dízimo colhido em todo aquele ano, deveria ser dividido entre os pobres.

Mas isso sabemos que não é praticado, vemos pessoas tristemente contribuindo a vida inteira, pagando dízimo a base do medo, à base de ser chamado de ladrão ou ter o seu nome colocado num papel, num mural da igreja. E depois quando fica doente, fica miseravelmente com problemas, não recebe sequer um “tostão” daquela igreja que ele contribuiu a vida inteira.

Bem disse o Senhor Jesus “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas; porque desprezai o mais importante da lei”; enquanto em nome de um dízimo antibíblico, tomam dinheiro de viúvas, de pessoas pobres, pessoas que estão passando necessidades, quando nós deveríamos ajudá-los, acabam praticando a injustiça, aquilo que a Lei mais dá importância.

Ficam chamando as pessoas de ladrão porque não entregam 10% de seus salários, descontextualizando a passagem de Malaquias. Pois, se nós lermos o livro de Malaquias, ele estava se referindo ao sacerdócio levítico, porque os levitas da época de Malaquias haviam caído numa grande apostasia.

Pois, eles estavam  roubando o dízimo  transformando em dinheiro  (o que não  era permitido) e enriquecendo ilicitamente com o dinheiro do dízimo, do qual não era. Porque, o dízimo não era para ser transformado em dinheiro, o dízimo era apenas comida.

Eles estavam pegando a ovelha boazinha, deixando de lado, dando um jeito de vendê-la, e pegando a coxa que valia menos, entregando em sacrifício a Deus. Por isso que Deus fala “me roubais; vós entregais a ovelha cega sem a coxa” e a lei dizia que para sacrificar à Deus deveria ser um novilho perfeito, um novilho em estado de perfeição, pois ele simbolizava Jesus Cristo.

Deus vem chamando a atenção da nação, principalmente dos seus dirigentes. A repreensão de Deus, começa sobre os cabeças, começa sobre aqueles que se dizem líderes, porque não estão ensinando ao povo de Deus a verdade. Estão de forma ilegítima, aplicando uma lei que já foi cravada na cruz, uma lei que está sob maldição, nós sabemos que Jesus se fez maldição por nós, para nos libertar da maldição da lei.

GÁLATAS 5:4

  1. Apartado de Cristo estai todos aqueles que se justificam pela lei.

Nós vemos a falta de sinceridade muitas vezes, porque nós vemos um mandamento de amor (os dez mandamentos), onde dele diz sobre a questão do sábado, em que aparece em Gênesis. E muitos se justificam que, não guardam o sábado que é da Lei, porque o sábado é da lei de Moisés. E na verdade o sábado não é da lei de Moisés, mas muitos se justificam, mas quando fala de dízimo, que é da lei de Moisés – este verdadeiramente é da lei de Moisés, este foi cravado na cruz.

Eles ainda continuam pregando Malaquias 3:10, e lançando maldição sobre as pessoas, colocando medo sobre os pobres coitados, para que eles tragam do seu mísero salário (o mínimo: 10%) entregue ali, como sinal de fidelidade, como sinal de obediência a uma lei que já foi cravada na cruz, e que não era em dinheiro.

 Dízimo  não  era  em  dinheiro…

Eu já desafiei qualquer pessoa a mostrar nas Sagradas Escrituras alguém entregando dízimo (em dinheiro). Ninguém provou! Você viu que na Bíblia fala de dinheiro, fala sobre a existência dele.

E não encontramos nenhum exemplo, nas Sagradas Escrituras de alguém entregando dízimo de salário (em dinheiro). Nosso pai Abraão, alguém pode estar perguntando “É, mas Abraão nosso pai na fé, ele entregou dízimo.” Sim, é verdade. Mas Abraão não entregou o dízimo pela lei, ele entregou pela fé. E nós não encontramos Abraão entregando dízimo costumeiramente, foi um evento isolado, onde na cidade de Salem havia um sumo sacerdote, e foi ali naquelas mediações que aconteceu a guerra, a guerra de 5 reis contra 4 reis, e Abraão foi lá e recuperou os despojos da guerra.

Desses despojos (está em Gênesis 14): desses despojos, Abraão pegou e deu o dízimo ao rei de Salem, Melquisedeque, prefigurando à Cristo. Então, se ele fez a guerra nos territórios de Salem, ele tinha que pagar o imposto também, e voluntariamente ele entregou. E, não foi dízimo de suas propriedades.

Se você ler Gênesis 14, você vai ver nitidamente, que Abraão entregou o dízimo dos despojos da guerra, da recuperação daquilo que ele recuperou da guerra, que não fazia parte do seu patrimônio. E tem mais, o seu neto Jacó, fez um voto de pagar dízimo à Deus, se Deus o abençoasse, se Deus o desse comida, se Deus o desse vestimenta. Se Deus desse todas essas coisas condicionadas a isso, ele passaria a entregar o dízimo.

E nós fazemos uma pergunta, a quem defende dízimo legalista, a quem defende dízimo da lei. Para quem Jacó pagou o dízimo? Nós sabemos a resposta.

Agora, eu quero saber desses defensores de dízimo da lei, que tem de entregar o dinheiro na mão do

pastor ou na mão do sacerdote. Eu quero que eles me digam, para quem Jacó pagou dízimo. Porque, nós sabemos que Jacó comeu o próprio dízimo, porque o dízimo, segundo a lei, ele poderia ser comido pelo próprio dizimista. No livro de Deuteronômio 12, nós vemos ali, o dizimista perante Deus, adorando à Deus, comendo o próprio dízimo.

Então, você está vendo? Dízimo é comida. Onde o próprio dizimista, o próprio ofertante ia lá comer, comia o próprio dízimo. Segundo a Bíblia o próprio dizimista pode comer. Vamos ver isso em Deuteronômio:

DEUTERONÔMIO 12:11-18

  1. Então haverá um lugar que o Senhor vosso Deus escolherá para ali fazer habitar o seu nome; a esse lugar trareis tudo o que eu vos ordeno: os vossos holocaustos e sacrifícios, os vossos dízimos, a oferta alçada da vossa mão, e tudo o que de melhor oferecerdes ao Senhor em cumprimento dos votos que fizerdes.
  2. E vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus, vós, vossos filhos e vossas filhas, vossos servos e vossas servas, bem como o levita que está dentro das vossas portas, pois convosco não tem parte nem herança.
  3. Guarda-te de ofereceres os teus holocaustos em qualquer lugar que vires;
  4. mas no lugar que o Senhor escolher numa das tuas tribos, ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que eu te ordeno.
  5. Todavia, conforme todo o teu desejo, poderás degolar, e comer carne dentro das tuas portas, segundo a bênção do Senhor teu Deus que ele te houver dado; tanto o imundo como o limpo comerão dela, como da gazela e do veado;
  6. tão-somente não comerás do sangue; sobre a terra o derramarás como água.
  7. Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, nem qualquer das tuas ofertas votivas, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão;
  8. mas os comerás perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, tu, teu filho, tua filha, o teu servo, a tua serva, e bem assim e levita que está dentre das tuas portas; e perante o Senhor teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a mão.

Então, o dízimo, segundo a lei não podia ser comido em qualquer lugar, ele tinha que ser oferecido no lugar certo (em Jerusalém). Jerusalém era o lugar certo para a entrega dos dízimos. E ali, o próprio ofertante, o próprio dizimista comia o dízimo.

Este é o dízimo da Bíblia…

Estamos mostrando aqui o dízimo segundo as Escrituras. E hoje, cabe a responsabilidade àqueles que se dizem líderes da obra, falar a verdade ao povo, mostrar a Bíblia ao povo e desmistificar este ensinamento, que fica colocando maldição e medo nas pessoas, que não entrega 10% de seu salário, e dizem que na primeira esquina vai cair um raio na cabeça dela. De acordo com a Bíblia não existe esse ensinamento, esse ensinamento é humano. Um sistema financeiro corrupto que visa arrecadar dinheiro a base do medo, da superstição, em cima das pessoas. Principalmente das pessoas pobres.

Podemos notar que este sistema injusto, do qual erroneamente designam dízimo, segundo a Bíblia (erroneamente) porque isso não é dízimo. Isso pode ser chamado de “imposto financeiro eclesiástico”, “taxa obrigatória eclesiástica”, “coleta sistemática obrigatória”. Dízimo segundo a Bíblia não pode ser chamado.

Erroneamente é chamado de dízimo, porque dízimo, segundo as Escrituras, como está sendo abordado nesse estudo aqui (Deuteronômio 12), era um sistema de coleta de alimentos para alimentar os sacerdotes levitas em que fazia a obra do ministério, possuíam voto de pobreza, e não podia se enriquecer. Portanto, recebia comida. E o próprio dizimista podia comer do seu dízimo juntamente com o Levita, com a viúva e com o órfão.

O dízimo era também, utilizado (o dízimo da Bíblia) para justiça social.

Um dos grandes pecados da nação de Israel, foi quando os líderes de Israel começaram a reter o dízimo. Aquela parte de comida (do dízimo trienal) que deveria ser entregue à viúva e para o órfão, eles começaram a reter, e não faziam justiça ao órfão e a viúva. Por isso Deus derramou toda maldição, toda a desobediência de Israel e vieram os inimigos de Israel, porque eles não faziam a justiça social.

Jesus chega para aqueles escribas e fariseus “ai de vós escribas e fariseus, hipócritas; porque dizimais o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, que é a justiça, a verdade e a misericórdia.”

Eles eram os hipócritas, pegaram ali o endro e o cominho (que são comidas e não dinheiro), e dizimavam, mas não faziam justiça às viúvas e nem aos órfãos e nem aos pobres da terra, eram hipócritas, desprezavam o mais importante da lei.

“Ah! Mas alguém pode dizer:  Jesus disse que não era para deixar de fazer aquelas coisas.”

Certamente. Jesus não poderia invalidar a lei de Moisés, porque Jesus Cristo era judeu e teria nascido sob a lei. Ele mesmo, em Mateus 8, ordena ao leproso que foi curado que oferecesse as pombinhas segundo a lei de Moisés. Jesus não poderia de maneira nenhuma invalidar a lei de Moisés enquanto Ele estivesse em vida. Porque um testamento segundo as Escrituras só passaria a ter valor depois da morte do testador.

Em Mateus 8 encontramos:

MATEUS 8:1-4

  1. Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam.
  2. E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
  3. Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra.
  4. Disse-lhe então Jesus: Olha, não contes isto a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.

Vemos aqui o caso desse leproso que foi curado pelo Senhor Jesus, e segundo a lei de Moisés um leproso quando era purificado ele deveria fazer o que? Ele deveria oferecer dois pombinhos em sacrifício para a questão da limpeza da purificação pela lepra. Jesus ordena a este leproso após ser curado que ele fosse ao sacerdote reconhecendo essa cura e oferecesse conforme estava escrito na lei de Moisés.

Agora, posso pegar essa passagem aqui e dizer que agora no Novo Concerto se alguém for curado pela oração da fé, tem que oferecer pombinhas, segundo a lei para o pastor, sacerdote? De jeito nenhum…

Porque, na época de Cristo estava vigente ainda o Antigo Concerto. Enquanto Jesus vivia, estava

vigente ainda, a lei de Moisés. O dízimo estava vigente, a purificação dos leprosos (em que eles deveriam oferecer os pombinhos) estava vigente, os sacrifícios ainda estavam vigentes, toda a lei de Moisés ainda estava vigente enquanto Jesus tivesse vivo.

Por isso que Ele falou “era necessário que fizesse estas coisas” quer dizer, que dizimasse, era necessário. Jesus não poderia falar contra. Porque, o Novo Testamento, o Novo Concerto só começa com a morte do testador. Vamos ver isso em Hebreus 7…

Então, temos aí, escrupulosos cobradores de dízimos e pessoas que vão lá e entregam, mas desprezam o mais importante da lei, a misericórdia, o juízo… As vezes está oprimindo uma viúva para pagar o dízimo, chamando de ladrão, colocando o nome das pessoas pobres no quadro da igreja porque não entregam dízimo, e engolindo camelo, porque está desprezando o mais importante da justiça e da lei. A verdade por exemplo, sobre o dízimo, que dízimo não era dinheiro, e que dízimo é um sistema de alimentação que era vigente no sistema do Antigo Testamento e que foi cravado na cruz.

Não estamos mais sob maldição. Em Malaquias 3:7, se você ler o capítulo inteiro de Malaquias (o capítulo 2 e 3), os verdadeiros ladrões eram os sacerdotes. Aqueles que lideravam o povo, eles que eram os ladrões do qual Deus estava repreendendo.

E, se hoje existisse o profeta Malaquias, quem seria os ladrões hoje, que ele estaria pelo Espírito de

Deus repreendendo?

Hoje temos a Bíblia, porque a lei e os profetas duraram até João. Então, nós temos hoje, a palavra de

Cristo, Jesus é o verdadeiro profeta da igreja.

Em Hebreus 7, que o Novo Testamento só começou após a morte de Cristo.

HEBREUS 7:11-14

  1. De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico {pois sob este o povo recebeu a lei}, que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?
  2. Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
  3. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar,
  4. visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes.

Então, Jesus era da tribo de Judá, e essa tribo não tinha autorização para pegar dízimos, tanto que Jesus não praticou a coleta de dízimos.

Judas, que era um dos apóstolos de Cristo (Judas Iscariotes, foi o traidor, traiu Jesus por causa de 30 moedas de prata) deu uma bolsa, e nessa bolsa era depositada as ofertas.

Nós não vemos Jesus Cristo colhendo dízimo em dinheiro do povo, nós não vemos. Porque Ele era de

uma tribo que não tinha a ordem para fazer isso. A tribo que tinha a ordem era a tribo de Levi. Agora, o testamento só passa a ser válido, depois da morte do testador.

HEBREUS 9:15-17

  1. E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
  2. Pois onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do testador.
  3. Porque um testamento não tem torça senão pela morte, visto que nunca tem valor enquanto o testador vive.

Então, qual era o testamento que estava vigente enquanto Jesus estava vivo? O Antigo Testamento. Por isso, Jesus não podia dizer que o dízimo não valia mais, que o dízimo não podia estar vigente.

Assim como Ele também disse para aquele leproso, que ele deveria oferecer as duas pombinhas em sacrifício conforme a lei de Moisés.

Mais uma vez, quando Jesus falou “Está consumado.” todas as leis contrárias a nós, inclusive o dízimo

(o sistema levítico) caíram, foram cravados na cruz. Hoje, a igreja sobrevive das ofertas voluntárias (de amor),

“pela graça sois salvos.” (Efésios 2:8)

“Caído estais vós que quereis se justificar pela lei; apartado de Cristo estais.” (Gálatas 5:4)

Você que quer se justificar porque é um dizimista fiel que dá 10%, você está apartado de Cristo. Porque hoje nós vivemos debaixo da graça; “pela graça sois salvos”.

Nós não devemos contribuir porque estamos sob maldição, ou porque alguém nos chama de ladrão. Porque o ladrão (que está em Malaquias 3:7) era os sacerdotes, que estavam pegando a ovelha boazinha, a colocando à venda, e entregando a sua coxa, fazendo manipulação com o dízimo (que era comida) e transformando em dinheiro, o qual não era permitido.

Estes são os verdadeiros ladrões, que estão no contexto de Malaquias, pegar aquela passagem, para jogar sobre os pobres coitados (que recebem salário mínimo) para botar medo. Isto é um tremendo sacrilégio, que estão fazendo em nome de Deus, e o nome de Deus está sendo blasfemado por causa disso.

E tem sido uma lavagem cerebral, em que tem sido feita nas pessoas, a respeito desse sistema de coleta obrigatória (e sob maldição). Você deve contribuir, a obra de Deus precisa de contribuição. Mas essa contribuição deve ser feita por amor, deve ser feita debaixo da graça, e não sob maldição da lei.

Porque Cristo veio nos resgatar da maldição da lei. Dízimo era um sistema de comida, nunca foi de dinheiro. Este sistema foi cravado na cruz, os apóstolos não falam de dízimo. O apóstolo fala:

2 CORÍNTIOS 9:7

  1. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento;

porque Deus ama ao que dá com alegria.

Seja amado de Deus, contribua por amor, por alegria. E não por uma lei, não debaixo de uma maldição. Mesmo porque este sistema de dízimo praticado em dinheiro não é de acordo com a Bíblia. Liberte-se do jugo humano, liberte-se das pregações humanas, liberte-se para Cristo, e conheça a verdade e sereis verdadeiramente liberto

Pregador: Evangelista Flávio.

Link do vídeo:  050 – A Verdade Sobre o Dízimo (Parte 1)

Download da apostila: 050 – A Verdade Sobre o Dízimo (Parte 1)

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