Entenda o Yom Kippur em Hebreus e descubra como Jesus Cristo cumpriu definitivamente o Dia da Expiação por meio da Nova Aliança.

Vamos então a consideração da Palavra de DEUS. Hoje nós iremos falar sobre o capítulo 9 de Hebreus, a respeito da imagem real e do cumprimento real do dia do perdão de YOM KIPPUR realizado definitivamente pelo SENHOR JESUS CRISTO quando ele diante do PAI, oferece seu sangue (o sangue da Nova Aliança).
HEBREUS 9:1-28
- Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre.
- Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santo lugar.
- Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chamava santo dos santos,
- Que tinha o incensário de ouro, e a arca do conserto, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do conserto;
- 5. E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora minuciosamente.
- 6. Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços;
- 7. Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;
- 8. Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santo dos santos não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,
- 9. Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço;
- 10. Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, im postas até ao tempo da correção.
- 11. Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,
- 12. Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santo dos santos, havendo efetuado uma eterna redenção.
- 13. Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida entre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,
- 14. Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
- 15. E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
- 16. Porque onde há testamento necessário é que intervenha a morte do testador.
- 17. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?
- 18. Este também o primeiro não foi consagrado sem sangue;
- 19. Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo,
- 20. Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.
- 21. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministéri
- 22. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.
- 23. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem;
mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.
- 24. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
- 25. Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santo dos santos com sangue alheio;
- 26. De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
- 27. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,
- 28. Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.
O capítulo 9 de Hebreus nos mostra de forma nítida e clara a mudança do antigo pacto e a nova aliança. O antigo pacto é uma alegoria do que ocorreria no tempo presente. Eram sombras das coisas vindouras que estavam impostos por meio da lei de Moisés até o tempo da reforma (correção). JESUS CRISTO se torna o definitivo sacrifício de YOM KIPPUR e sumo sacerdote, segunda a ordem de Melquisedeque, oferecendo o seu sangue (o sangue da Nova Aliança) para perdoar os pecados de todos aqueles que creram quando ascende a face do PAI no céu (Santíssimo lugar).
O Livro dos Hebreus foi escrito para os Hebreus. Uma seita conhecida por “ebionitas”, não querendo aceitar as mudanças reais com o sangue da Nova Aliança, mantém os rituais das tradições judaicas (em questão às ordenanças que representavam o reino vindouro), resistindo ao entendimento que o Espírito de DEUS deu aos santos apóstolos. Os “ebionitas” rejeitaram a carta aos Hebreus e continuaram praticando festas levíticas como o YOM KIPPUR, sacrifícios e circuncisão, embora aceitaram JESUS como o MESSIAS.
Igualmente hoje, os movimentos conhecidos como “judaicos messiânicos” pregam uma restauração trazendo novamente a pregação da circuncisão e obrigatoriedade das festas levíticas. Isso tem trazido um pouco de confusão para algumas pessoas que não estão talvez, tão alicerçadas com a palavra de DEUS e no entendimento mais profícuo do que seja a nova Aliança. Logo, muitas pessoas têm se voltado para a comemoração do dia judaico de YOM KIPPUR (décimo dia do sétimo mês do calendário judaico) no mesmo dia em que o sumo sacerdote da linhagem de Arão, fazia o sacrifício oferecendo um bode na tenda e o outro no deserto para Azazel. Ali era confessado os pecados e realizado a expiação pelo sumo sacerdote (homem não perfeito) do primeiro tabernáculo com o sangue dos bodes (Levítico 16). Até hoje a nação judaica comemora o YOM KIPPUR em obediência à Torá, justamente por não ter o entendimento que YESHUA realizou o verdadeiro YOM KIPPUR quando ascendeu aos céus.
Seguindo o entendimento judaico, algumas denominações oriundas das igrejas evangélicas, autointituladas como “judaísmo messiânico” ou “israelitas da nova aliança”, resgataram do judaísmo as práticas das festas e muitas outras ordenanças. No entanto nem todas (ordenanças), como por exemplo, o levirato (obrigava o irmão a se casar com a viúva de seu irmão falecido sem filhos), com o filho primogênito sendo tratado como do irmão falecido.
DEUTERONÔMIO 25:5-6

- 5. Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.
- 6. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel.
Há uma tentativa de resgate e guardar alguns tipos de festas (que eram sombras das coisas vindouras), como diz o autor de Hebreus no capítulo 9, versículo 8.
HEBREUS 9:8
- 8. Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santo dos santos não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo,
A promessa de que o verdadeiro Cordeiro de DEUS – que tiraria o pecado do mundo e faria a expiação cabal dos pecados – não foi entendida por muitos israelitas no tempo de JESUS. Por esse motivo eles rejeitaram YESHUA, o MESSIAS. Somente aqueles que – pelo o Espírito de DEUS entenderam que o MESSIAS também deveria sofrer, ser rejeitado e transpassado – é que vieram a fazer parte da Nova Aliança. Ao fazerem parte da Nova Aliança, os apóstolos receberam mandamentos do Espírito Santo, instruindo agora aos hebreus. É este o objetivo da carta aos Hebreus. A carta aos Hebreus vem mostrar o verdadeiro entendimento na Nova Aliança e de tudo o que foi realizado por JESUS CRISTO. Este livro foi rejeitado pelos “ebionitas” que foram quem deu sequência às práticas judaicas. Embora aceitavam YESHUA, não aceitavam JESUS como Filho gerado de DEUS, e sim como filho natural de José.
Nós queremos instruir que na Nova Aliança, JESUS cumpre o verdadeiro YOM KIPPUR por nós uma única vez, sem a necessidade de fazer várias vezes como na antiga aliança. O sumo sacerdote da antiga aliança prefigurava JESUS CRISTO, o qual é nosso sumo sacerdote eterno segundo a ordem Melquisedeque. Aonde o sumo sacerdote do antigo pacto adentrava todos os anos para fazer os sacrifícios? Ele entrava no Santíssimo lugar, além do véu. O apóstolo explica que esse ato feito uma vez ao ano com sangue de animais era uma alegoria, uma representação dos bens futuros que realmente viriam a acontecer com o advento do MESSIAS.
No primeiro tabernáculo existia uma divisão de um véu que separava o Santo lugar do Santíssimo lugar. O Santo lugar era onde os sacerdotes faziam o trabalho diário. Por isso o véu, pois esses sacerdotes não poderiam ter acesso direto a DEUS pois somente o sumo sacerdote tinha esse acesso. No primeiro tabernáculo o Santíssimo lugar era a figura do céu na terra. No céu não há essa divisão com véu, pois o escritor de Hebreus relata que CRISTO entrou no santuário não feito por mãos, porém no mesmo céu, o qual é o próprio Santíssimo lugar. CRISTO adentra no Santíssimo lugar (céu) como Sumo Sacerdote perante o DEUS ALTÍSSIMO e realiza definitivamente a expiação dos nossos pecados – o YOM KIPPUR definitivo.
HEBREUS 9:24
- 24. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
A compreensão do escritor de Hebreus é fazer aquele crente hebreu entender as coisas que aconteciam no YOM KIPPUR judaico. Demonstrar que na verdade, estava sendo representado pelo próprio JESUS CRISTO e o antigo pacto teve o seu valor até o tempo na correção. Como o apóstolo Paulo diz, a lei tem por finalidade apontar a JESUS CRISTO e muitos daqueles rituais ensinados por Moisés eram os bens futuros. Porém, uma vez que a sombra encontra com o real, ela deixa de ter valor.
GÁLATAS 3:14
- 14. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.
Não há mais necessidade de no décimo dia do sétimo mês eu ou você fazermos jejum e penitência dos nossos pecados, já que o sumo sacerdote JESUS CRISTO adentrou no Santíssimo lugar e fez a expiação definitiva dos nossos pecados. Comemorar o dia de YOM KIPPUR seria voltar à sombra e rejeitar a CRISTO e o sangue da Nova Aliança.
Há uma confusão enorme pelos adeptos e defensores da volta da prática desses rituais, sem explicar verdadeiramente o que é a Nova Aliança. A Nova Aliança é o que acabamos de explicar: o YOM KIPPUR verdadeiro, realizado por JESUS CRISTO quando ascende aos céus diretamente no Santíssimo lugar. É engano aqueles que pregam JESUS adentrando no santíssimo lugar apenas em 1844, a bíblia não ensina isso).
Nós não temos mais a necessidade de voltar as práticas como o YOM KIPPUR. Olha o que o autor de Hebreus fala no capítulo 7:
HEBREUS 7:11-12
- De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
- Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
Se todo aquele conserto que veio sobre o sacerdócio levítico fosse perfeito, qual a necessidade de levantar outro sacerdote da ordem de Melquisedeque? Se a pregação desses pregadores sobre a continuidade das festas levíticas e toda a ritualística levítica é correta, por que não permaneceu o sacerdócio de Arão, o templo e todas as coisas como “deveria” continuar desde os tempos de Moisés? Por que o local onde se oferecia sacrifícios foi destruído, como JESUS predisse? Por que haveria a necessidade de DEUS levantar outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, se a perfeição estava nos rituais mosaicos da Torá?
O escritor de Hebreus deixa bem claro a mudança do sacerdócio. Existindo a mudança de sacerdócio, há a mudança da lei e essas coisas não são explicadas por esses pregadores. Eles tentam impor a continuação da comemoração das festas levíticas e outros tipos ritualísticos (peculiares ao judaísmo). Até mesmo o judeu entendendo JESUS como o MESSIAS e, também entendendo tudo que profetizavam a respeito do que DEUS faria através do Messias, ele automaticamente irá entender o que o autor de Hebreus queria demostrar com o significado da Nova Aliança, com algumas mudanças do sacerdócio levítico.
O Espírito Santo através da Nova Aliança vai trazer o entendimento de que as sombras das coisas eram figuras do que viria no futuro. E agora não há mais necessidade de comemorar as sombras e rejeitar o principal. Caso alguém venha a fazer penitência no décimo dia do sétimo mês, para cumprir o que está escrito na ordem levítica, ele não entendeu ainda o propósito da Nova Aliança. Na verdade, ele rejeitou JESUS CRISTO, ele está em obras rejeitando a eficácia da Nova Aliança, ainda que ele se desculpe dizendo: “Mas eu estou fazendo isso pensando em CRISTO”. Porém, o escritor de Hebreus no capítulo 8 é muito claro dizendo que CRISTO fez a eterna redenção uma única vez, não precisando mais uma vez ao ano fazer o dia de YOM KIPPUR. Nós temos o verdadeiro YOM KIPPUR todos os dias das nossas vidas. Este perdão está garantido e eu não devo mais fazer oblações e memória de pecados.
No capítulo 10 de Hebreus fala o seguinte:
HEBREUS 10:16-18

- Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
- E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.
- Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado.
Se os nossos pecados foram definitivamente perdoados através do verdadeiro YOM KIPPUR real – feito por JESUS CRISTO quando ele assumiu no Santíssimo lugar em sua Ascensão – que necessidade há de fazer penitência e lembrança de pecados uma vez ao ano? Onde há remissão de pecados, não há mais necessidade de se fazer penitências.
Outra teoria ensinada erroneamente é JESUS não ter subido ao Santíssimo lugar e que somente em 1844 ele entraria no Santíssimo. Isso significa que a iniciação da expiação dos pecados começaria somente em 1844 todas as pessoas que morreram antes desta data, deveriam passar por um juízo investigativo. No entanto, a bíblia não ensina isso. Ela nos ensina sermos perdoados de uma vez por todas em CRISTO JESUS.
Outra coisa, se aquele bode de Levítico 16 representasse Satanás (como advoga a teoria da expiação em 1844), significa que somente quando Satanás ficar 1000 anos no deserto, a expiação seria realizada. A expiação dos pecados em Levítico 16 dependia também desse segundo bode levado a Azazel. Segundo a tradição judaica, Azazel era um demônio ou até o próprio Satanás, que vivia no deserto. Porém, aquele bode não era Satanás, ele era destinado à Azazel, seria levado para ser tentando por Azazel. Em Levítico 16 diz de forma clara que ambos os bodes sem mancha e sem mácula serviriam para expiação dos pecados, sobre eles era confessado os pecados e levavam sobre si os pecados.
A Bíblia diz CRISTO levar sobre si os nossos pecados e levou para fora do arraial. JESUS era representado também pelo bode levado à Azazel, pois foi crucificado no gólgota (fora do arraial) e foi tentado da mesma forma como o bode sem manchas e sem máculas. Ambos os bodes eram figura de JESUS CRISTO, tanto o sacrifício do santuário, como o destinado ao deserto para Azazel.
HEBREUS 13:11-13
11.Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial.
12.E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.
13.Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.
Nós devemos crer no sacrifício cabal, definitivo realizado na cruz e a oferta desse sangue foi feita diretamente no Santíssimo lugar na Ascensão de JESUS CRISTO.
HEBREUS 6:19-20
- A qual temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até ao interior do véu.
- Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
Os defensores da teoria de que JESUS teria entrado somente depois de 1844 no santíssimo lugar, dizem esse véu ser o primeiro véu, o véu externo do tabernáculo. Porém, essa expressão além do véu, é muito típica em toda a Bíblia e utilizada para dentro do véu que separava o santo lugar do santíssimo lugar. A palavra em grego que representa o véu externo é “Caluma” e a palavra véu que faz a separação do santo e santíssimo em grego é “Catapetasma”. A palavra em grego representada no capítulo 6 de Hebreus versículo 19 é “Catapetasma”, ou seja, uma exegese linguística desse versículo 19, prova de forma muito nítida JESUS adentrando no Santíssimo lugar para efetuar uma eterna redenção.
Pregador: Evangelista Flávio
Link do vídeo: 062 – Pregação sobre o Dia de Yom Kippur
Download da apostila: 062 – Pregação sobre o Dia de Yom Kippur